Antonio Costa: "O grande desafio é aprender, aprender, aprender, se reinventar."


A fotografia surgiu para Antonio Costa na década de 70 quando entrou no laboratório fotográfico dos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná, em Curitiba, ainda garoto. De lá para cá, a fotografia mudou e tem mudado muito, passando por diversos avanços, fazendo 'gigantes' desaparecerem do mercado com a chegada do digital e transformando a película em artigo raro e caro.

Conseguimos conversar com esse fotógrafo que vem atravessando décadas, acompanhando cada transformação da fotografia , bem como resistindo a cada uma delas com enorme dedicação e muita paixão através do tempo. Confira abaixo!

Quem é Antonio Costa? Para aqueles que ainda não te conhecem, como você se descreveria ?

Antonio Costa é um cidadão brasileiro, nascido em janeiro de 1964, na cidade de Maringá, noroeste do Paraná. Mas desde criança,radicado em Curitiba,capital do estado. Sou um entusiasta, um amante e curioso da fotografia, desde os doze anos de idade.

Como a Fotografia entrou em sua vida ou como você iniciou no caminho da Fotografia?

A fotografia entrou em minha vida pelas mãos de meu saudoso irmão mais velho Lucimar do Carmo, falecido em março de 2018. Ele era fotógrafo dos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná. O ano era 1976, novembro era o mês. O departamento fotográfico precisava de um auxiliar para ajudar os fotógrafos, varrendo e limpando o laboratório, além de receber as fotografias que vinham de fora do estado e do país, pelos sistemas conhecidos na época como telefoto, por linha telefônica e radiofoto, por ondas de rádio sintonizadas com as agências de notícias internacional UPI (United Press International) e AP (Associated Press) localizadas nos EUA. Fiquei dez anos na função até que em novembro de 1986, ganhei a oportunidade de sair para as ruas com uma câmera na mão. Fui promovido a repórter fotográfico.

Para você o que é Fotografia?

Fotografia para mim é paixão. Não sou mais repórter fotográfico ou fotojornalista, como a profissão é conhecida hoje na imprensa, mas a fotografia não saiu mais de mim. Até um simples movimento de nuvens é motivo para apontar a câmera.

Por que escolheu a Fotografia como forma de se expressar? Fale um pouco sobre suas influências e suas inspirações

Escolhi a fotografia como forma de expressão, por dominar a técnica, conhecer os equipamentos e nos últimos vinte e quatro anos, a revelação digital, os programas de edição. No início de carreira, época da película, minhas influências e inspirações vinham principalmente dos fotógrafos brasileiros que atuavam nos grandes jornais e revistas do Brasil. Ainda sou influenciado e inspirado pelo trabalho deles que já não atuam mais na grande imprensa nacional, mas a era digital trouxe novos talentos do Brasil e do exterior. Busco neles também a influência e inspiração.

Em que consiste seu trabalho hoje?

Não trabalho mais em veículos de comunicação e por este motivo, não me considero mais fotojornalista (claro que se eu estiver na rua com a câmera na mão, o fotojornalismo vai incorporar rsrsrsr). Meu trabalho hoje é mais sobre a luz que incide no local, na hora. Pode ser um final de tarde, pode ser um contraluz numa folha de alguma planta, pode ser um voo sincronizado dos pássaros, um minúsculo inseto, a textura de uma fruta ou flor...

Quais você diria que foram ou ainda são seus grandes desafios para trabalhar e viver da Fotografia aqui no Brasil?

Hoje todo mundo fotografa. O grande desafio é aprender, aprender, aprender, se reinventar. Quando a fotografia digital veio para ficar na imprensa, vi colegas, mestres, se despedindo do ofício. Meu falecido irmão foi um deles, apesar das poucas vezes que tentei ajudá-lo, dizia que computador não era para ele. Fiquei triste, mas foi a opção que fez. Eu teimosamente ainda resisto rsrsrsr. Desejo me despedir deste mundo (espero que daqui a muito tempo ainda. Amo a vida, apesar dela ser cruel às vezes) bem velhinho e com uma câmera na mão, nem que seja um smartphone.

Considerando os seus anos de carreira, a sua trajetória profissional até o momento atual, quais você diria que são as características ou atributos fundamentais que um fotógrafo precisa desenvolver para atuar nessa área?

Paciência, paixão pelo que faz.

Que conselhos ou sugestões você daria para alguém que está apenas começando a dar os primeiros passos no mundo da Fotografia?

Estudar, ler, praticar, nunca parar de estudar, ler, praticar. Buscar em filmes, livros, exposições, quadros, a inspiração.

Onde mais você quer chegar? Nos conte mais sobre seus planos, sonhos ou projetos para o futuro

Aos 56 anos, quero mais é curtir o primeiro neto que está chegando agora em julho rsrsrsrsr. Mas tenho planos sim. Quero que a cura para este vírus que bagunçou 2020 chegue logo, para que eu possa percorrer meu país outra vez.

Para conhecer mais o trabalho do fotógrafo Antonio Costa visite aqui.

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