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Luiz Queiroz: "Observação e sentimento. O importante é passar um sentimento, uma sensação e..."




Esse mês a DOMI Galeria de Arte Online teve uma deliciosa conversa com o fotógrafo Luiz Queiroz, um de seus fotógrafos representados. Com uma sensibilidade a flor da pele, Luiz usa a fotografia para cuidar do que lhe afeta, capturar nos vazios e sentir na paisagem, nas pessoas e nos ambientes aquilo que deve ser criado.


Ele tem um interesse especial no elemento humano inserido na cena, no lugar comum. Sempre fugindo do óbvio, captura o acontecimento, na lente, no ângulo, a deformação da perspectiva que faz a imagem ser única e potente. Um verdadeiro mestre em estabelecer contatos intuitivos e imediatos da relação com a situação, com o objeto, sabendo como ninguém capturar o clima, como se roubasse da atmosfera a imagem, sem interferir na cena. Ou seja, simplesmente incrível!


Como um artesão da imagem, Luiz Queiroz constrói ponto a ponto a atmosfera que pretende, ampliando a expressividade da sua obra. Vamos conferir esse bate papo?


Para aquelas pessoas que ainda não te conhecem, nos fale um pouco sobre quem é Luiz Queiroz?


Paulistano, formado em publicidade e propaganda. 61 anos. Fotógrafo. Trabalhei em Londres e Milão como assistente de fotografia antes de retornar ao Brasil para iniciar profissionalmente como fotógrafo. Retornei a Milão para trabalhar por 2 anos. Trabalhei por mais de 20 anos com moda, beleza, retratos e publicidade.


Como a Fotografia entrou em sua vida?


Ganhei uma câmera fotográfica TUCA aos 8 anos de idade do meu pai que já tinha uma Pentax 35mm e fotografava por hobbie. Eu adorava ver as fotos dele, que eram bem normais até. E com a minha câmera comecei a imitá-lo. Daí pra frente nunca mais parei.


Por que escolheu a fotografia como forma de se expressar?


É uma expressão inerente ao meu ser. Desde criança nunca pensei em outra coisa.


Fale um pouco sobre o seu processo de criação, como ele funciona e como vc lida com ele?


Observação e sentimento. O importante é passar um sentimento, uma sensação e uma ideia. Se vai estar em foco ou não é irrelevante. A técnica tem que estar incorporada de tal modo que a sua utilização não seja parte primordial do processo. Não que não seja importante, mas às vezes uma foto tremida e fora de foco passa mais a ideia. É importante saber a técnica a ponto de não precisar utilizá-la corretamente por opção de criação.


Sabemos que um fotografo pode passar por diversas fases ao longo de sua carreira. Como você descreveria o seu trabalho hoje?


Já estou com 61 anos, profissionalmente a fotografia mudou muito do meu começo. Outro tipo de expressão, de necessidade de mercado. Hoje me dedico mais à fotografia artística e autoral. Me dedico a exposições e foto livros pessoais.


Mesmo não sendo uma pergunta fácil, o que é Arte para você?


A expressão de ideias e sentimentos de uma pessoa seja qual for a técnica utilizada.


Como foi seu caminho para chegar até aqui? Quais foram ou ainda são seus grandes desafios para trabalhar e viver da Fotografia aqui no Brasil?


Depois de formado na Faculdade até tentei ser publicitário mas depois de uns 3 anos de formado resolvi ir para a Europa e lá procurei trabalho como assistente de fotografia. Trabalhei em Londres no Holborn Studios e depois fui para Milão. Na Itália trabalhei com fotógrafos de peso, como Oliviero Toscani e Bert Stern. Depois de 5 anos resolvi deixar a assistência e virar fotógrafo definitivamente. Retornei ao Brasil para iniciar por aqui. Trabalhei com inúmeras revistas e agências de publicidade. Retornei a Milão de pois de 5 anos por aqui, trabalhei la por 2 anos e retornei ao Brasil de novo. Com a fotografia digital o mercado mudou um pouco. Menos grana rolando. Comecei a revisitar o meu arquivo e organizar meu trabalho autoral. Mas o Brasil é o Brasil. Viver de arte e cultura por aqui é quase um milagre. Estamos anos luz de outros centros, aqui a arte não é valorizada e muito menos a cultura.


Se você tivesse a oportunidade de orientar alguém que está apenas começando a carreira como fotógrafo, quais seriam as suas dicas?


Aprenda antes de começar. Aprenda com os mestres. Valorize seu trabalho. E pense fora da caixa.


Nos fale sobre seus planos para o futuro... onde mais vc gostaria de chegar?

Gostaria que houvessem mais espaços físicos para exposição. E que houvesse também um mercado real de fotografia artística no Brasil. Seria ótimo realmente viver de arte.


Para conhecer mais o trabalho do fotógrafo, visite aqui!!




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